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Tércio Ribeiro de Moraes. Arquivo da família. Tércio Ribeiro de Moraes nasceu em Vitória, em 23 de novembro de 1955, e morreu também e...

Arquivo da família.
Tércio Ribeiro de Moraes. Arquivo da família.


Tércio Ribeiro de Moraes nasceu em Vitória, em 23 de novembro de 1955, e morreu também em Vitória, em 4 de maio de 2008. Desde cedo dedicou-se à literatura, tanto em verso como em prosa. Sua peça infantil, No reino do rei reinante, escrita aos 12 anos e encenada aos 15, teve montagens em 1970, 1980 e 1997. Foi poeta prolífico, mas só publicou um livro, Poemas terceiros, em 2001. A Série ESTAÇÃO CAPIXABA pretende lançar toda a sua poesia em dois volumes. O livro online Também e sempre e antes e nunca, que sai agora em 2017, reúne os textos inseridos em Poemas terceiros mais uma parte dos inéditos. O restante de sua poesia será publicado em livro impresso em 2018 com o título Meu olhar ácido e lisérgico. A organização de ambos os livros é de Reinaldo Santos Neves.

Visite o Repertório Literário deste autor.
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Tércio de Moraes. Acervo da família. O autor, 45, solteiro, é capixaba da Praia do Canto, onde mora desde o primeiro ano de idade até o...

Tércio de Moraes. Acervo da família.
Tércio de Moraes. Acervo da família.

O autor, 45, solteiro, é capixaba da Praia do Canto, onde mora desde o primeiro ano de idade até os dias atuais. Como todos de sua geração, sofre com a demolição de quase todos os casarões do bairro e tem saudade do mar batendo na calçada da Saturnino de Brito, a rua das castanheiras.

Sua formação acadêmica é a de técnico agrícola, cursado em Santa Teresa.

Desde a alfabetização, na Escola Ângela de Brienza, demonstrou grande prazer pela leitura e pela escrita de ficção. Na adolescência, descobriu a poesia e o teatro, quando, em 1970, aos 14 anos de idade, escreveu e montou a peça infantil No reino do rei reinante.

Além de se envolver com literatura, gosta de caminhar no calçadão da Praia do Canto e de tomar Coca-Cola em algum lugar silencioso.

Este livro, de tão largo espectro no tempo, é uma tentativa de diálogo alma-alma.


*Texto da contracapa do livro Poemas terceiros, 2001.

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Tércio Moraes, julho de 1999. Acervo da família. Sou capixaba da Praia do Canto, onde moro desde o primeiro ano de vida. A infância fo...

Tércio Moraes, julho de 1999. Acervo da família.
Tércio Moraes, julho de 1999. Acervo da família.


Sou capixaba da Praia do Canto, onde moro desde o primeiro ano de vida. A infância foi de partidas de futebol, de nadar na praia, de brincar nos morros.

Mas a infância foi, também, com a alfabetização, a descoberta da literatura, do ler e do escrever. Nessa época, li romances de aventuras, coisas como Alexandre Dumas, Júlio Verne, Edgar Rice Burroughs, e outros.

No final da infância li toda a literatura infantil de Monteiro Lobato.

Escrevia textos humorísticos curtos, redações elogiadas na escola.

Com a adolescência, veio a descoberta do mundo. Vieram as primeiras namoradas, os primeiros amores platônicos. E a descoberta dos autores do que eu considero o grande momento da literatura universal, a literatura europeia situada entre a metade do século XIX e a metade do século XX, e a literatura hispano-americana que surgiu depois dessa fase.

Década de 1970, o mundo ocidental em revolução, os hippies, a arte em convulsão. Observei e participei ativamente desse movimento.

Foi a época de escrever pequenos textos surrealistas, poemas e teatro.

Foi a época em que adaptei um desses textos surrealistas para o teatro e escrevi e montei, em 1970, aos catorze anos de idade, a peça infantil No reino do rei reinante. Esta peça foi sucesso de público e foi elogiada e premiada dentro e fora do estado, em diversas montagens.

Escrevi outra peça infantil – O romance de Magma e Mirilim – que nunca foi montada.

A minha formação acadêmica é a de técnico agrícola, curso feito em Santa Teresa. Fiz, também, a metade do curso de agronomia em Alegre.

Na biblioteca da Escola Agrícola, conheci H.G. Wells e Lin Yutang.

O tempo passou voraz. Em 2001 publiquei um livro de poemas – Poemas terceiros. Uma seleção de quase toda a poesia que tinha escrito.

Agora fiz esta seleção de poemas escritos entre 1999 e 2003. Considero-os mais maduros.

Continuo escrevendo poesia e contos. Estou escrevendo, também, uma peça para teatro adulto.

Aos 48, solteiro, além de ler e escrever, gosto de caminhar no calçadão da Praia do Canto, olhando o horizonte, olhando o Convento, olhando para a frente.

Ilha de Vitória, 20 / MAR / 2004
Tércio Ribeiro de Moraes

*Texto escrito para um segundo livro de poemas, Século, que não chegou a ser publicado.

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Tércio Ribeiro de Moraes nasceu em 23 de novembro de 1955, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. Escreveu duas peças teatra...

Tércio Ribeiro de Moraes. Acervo da família.


Tércio Ribeiro de Moraes nasceu em 23 de novembro de 1955, em Vitória, capital do Estado do Espírito Santo.

Escreveu duas peças teatrais: No reino do rei reinante e O romance de Magma e Mirilim.

A primeira, No reino do rei reinante, escrita em 1970, é uma adaptação, feita por ele mesmo, de um pequeno conto de sua própria autoria, em pleno movimento contracultural do mundo ocidental de então, do qual participou e o qual acompanhou ativamente. A segunda, O romance de Magna e Mirilim, escrita em 1984 e revisada em 1999, foi um texto produzido diretamente para teatro. A primeira peça foi montada diversas vezes, por diversos grupos locais, nas décadas de 70, 80 e 90, tendo sido premiada com melhor espetáculo infantil na 8ª. Fenata, no Paraná, no início da década de 80. A segunda é inédita.

Sua formação acadêmica é de 2º. grau completo, sendo que o 2º. grau consta de um curso de técnico agrícola feito numa escola-fazenda no interior do estado, onde morou por três anos. Tem o 3º. grau incompleto, pois estudou agronomia, sem chegar a se formar, também no interior do Estado, onde também veio a morar, no final da década de 70.

Sua formação informal foi de literatura, tendo o hábito de ler e escrever desde a infância – cultivado até hoje.

Sempre escreveu contos e poesias. Suas influências nesta área vão de Hermann Hesse à literatura chinesa e indiana, os autores ingleses, russos, franceses e americanos do início do século – sendo Ernest Hemingway um dado marcante – podendo-se citar, dessas nacionalidades, outros autores, como Virginia Woolf, J.R.R. Tolkien, Lewis Carroll, H.G. Wells, Tchekhov, Dostoievski, Tolstoi, Balzac, etc., sem esquecer do alemão Thomas Mann e outros, entre os quais o polonês Witold Gombrowicz. Leu, também, os hispano-americanos, principalmente Borges, Cortázar e García Márquez. Em poesia, seus referenciais mais marcantes são Fernando Pessoa e Pablo Neruda (sem esquecer que é um admirador da poesia chinesa).

Considera o romance brasileiro pobre, à exceção do gênio de Guimarães Rosa, dos bons livros de Clarice Lispector e, do, no mínimo curioso, Campos de Carvalho e de poucos outros autores, sem esquecer o que nos rendeu a Semana de 22 – Mário e Oswald de Andrade, etc. Considera ótimos os contistas e poetas brasileiros.

Paradoxalmente, leu poucos textos teatrais – apenas algumas peças de Shakespeare, e, deve-se dizer, assistiu uma ou duas peças da grande Maria Clara Machado, na infância, que, certamente, o influenciaram. Antunes Filho não lhe é estranho, tendo assistido a montagem de Macunaíma sob sua direção.

Na década de 80, trabalhou no que era, na prática, a editora da Universidade Federal do Espírito Santo, na área de literatura – sempre, paradoxalmente, distante do teatro.

Atualmente, solteiro, morando em Vitória, se dedica principalmente à literatura, tendo planos de escrever textos de teatro para adultos, embora se ocupe especialmente de poesia, tendo um livro de poemas em fase de produção gráfica.

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Foto Franjo Studio, 2017. Carlos Nejar, nome literário do Dr. Luiz Carlos Verzoni Nejar, nasceu em Porto Alegre, é procurador de justi...

Foto Franjo Studio, 2017.
Foto Franjo Studio, 2017.


Carlos Nejar, nome literário do Dr. Luiz Carlos Verzoni Nejar, nasceu em Porto Alegre, é procurador de justiça atualmente aposentado. Radicou-se na “Morada do Vento”, Vitória, Espírito Santo. Colabora semanalmente com uma coluna de domingo do Jornal A Tribuna, o de maior divulgação de Vitória e eventualmente, com artigos em O Globo, do Rio. Pertence à Academia Brasileira de Letras, cadeira n. 4, na sucessão de outro gaúcho, Vianna Moog, tendo sido no ano de 2000, secretário–geral e presidente em exercício. Foi eleito também para a Academia Brasileira de Filosofia, Pen Clube do Brasil e Academia Espírito-santense de Letras. Recebeu a mais alta condecoração de seu estado natal, a Comenda Ponche Verde e, de Minas Gerais, a grande Medalha da Inconfidência, em 2010. Recebeu ainda a Comenda do Mérito Aeronáutico do Rio, e no ano seguinte a Comenda Domingos Martins, da Câmara dos Deputados de Vitória, e em 2015 recebeu a Comenda Vasco Fernandes Coutinho, oferecida pelo Governo Espírito Santo.

Chega aos setenta e sete anos, graças a seu espírito renascentista, com fama de poeta reconhecido, tendo construído uma obra importante em vários gêneros – tanto no romance, quanto no teatro, no conto e na criação infanto-juvenil. Publicou em 2014, agora em 3ª edição, pela Ed. Unisul e Ofício de Letras, sua História da Literatura Brasileira atualizada, onde assinala a marca do ensaísta. É considerado um dos 37 escritores chaves do século, entre 300 autores memoráveis, no período compreendido de 1890-1990, segundo ensaio, em livro, do crítico suíço Gustav Siebenmann (Poesia y poéticas del siglo XX em la América Hispana y El Brasil, Gredos, Biblioteca Românica Hispânica, Madrid, 19970.

Teve sua Poesia Reunida em A Idade da Noite e A Idade da Aurora, (Ateliê editorial de S. Paulo e Fundação da Biblioteca Nacional, 2002) e, ao completar setenta anos, publicou a reunião da maior parte de sua poética, com I. Amizade do mundo; II. A Idade da Eternidade (editora Novo Século, São Paulo, 2009) e Odysseus, o velho (2010).

Suas Antologias foram: De Sélesis a Danações (Ed. Quíron, SP, 1975), A Genealogia da Palavra (Ed. Iluminuras, SP, 1989), Minha voz se chamava Carlos (Unidade Editorial, Prefeitura de PA, RS, 1994), Os Melhores poemas de Carlos Nejar, com prefácio e seleção de Léo Gilson Ribeiro (Ed. Global, S. Paulo, 1998, agora em 2ª edição, 2014); Breve História do Mundo (Antologia, Ediouro, 2003), prefácio e seleção de Fabrício Carpinejar, já esgotado.

Romancista de talento reconhecido pela ousada inventividade, entre suas publicações estão, O Túnel Perfeito, Carta aos loucos, Riopampa, ou o Moinho das Tribulações (Prêmio Machado de Assis, da Fundação da Biblioteca Nacional, em 2000), O Poço dos Milagres (Prêmio para a melhor prosa poética da Associação Paulista de Artes, São Paulo, 2005) e Evangelho segundo o Vento. É autor de Teatro em versos: Miguel Pampa, Fausto, Joana das Vozes, As Parcas, Favo branco (Vozes do Brasil), Pai das Coisas, Auto do Juízo Final – (Deus não é uma andorinha) (Funarte, Rio, 1998).

Saiu também em 2011, pela editora Leya, a 3ª edição de seu livro Viventes, trabalho de mais de trinta anos, espécie de comédia humana em miniatura, e atualmente prepara a sua 4ª edição. Publicou, em 2012, Contos Inefáveis e o romance A negra labareda da alegria (Nova Alexandria, de São Paulo, 2013), A Vida secreta dos gabirus (Record, 2014), Matusalém de Flores (Boitempo, 2014) e O feroz círculo do homem (Letra Selvagem, 2015), romances. Em 2015, foram publicados, na coleção de O Chapéu das Estações (14 volumes, Editora Unisul e Escrituras) os seguintes poemas: volume 1 – Memórias do Porão / Meus estimados vivos; volume 2 – A ferocidade das coisas / Um País / O Coração; volume 3 – A Idade da Aurora - Fundação do Brasil; volume 4 – Amar: a mais alta constelação / Sonetos do Paiol, ao sul da Aurora / O Inquilino da Urca; volume 5 – Árvore do mundo; volume 6 – Canga (Jesualdo Monte); volume 7 – Casa dos Arreios / Canções / Todas as fontes estão em ti; volume 8 – Danações / Somos Poucos / Velâmpagos (haicais); volume 9 – Livro de Silbion; volume 10 – O Campeador e o Vento / Simón Vento Bolívar; volume 11 – O Chapéu das Estações / Elza dos pássaros, ou a ordem dos planetas / O livro de Gazéis; volume 12 – O Poço do calabouço; volume 13 – Odysseus, o velho; volume 14 – Ordenações. E pela Editora Gazeta, de Santa Cruz do Sul, publicou A Candeia de uma fábula e Lelé e eu, no mesmo ano.

O escritor gaúcho, traduzido em várias línguas, tem sido estudado nas universidades do Brasil e do Exterior.


Clique em Repertório Literário para conhecer a produção literária do autor.

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OSCAR GAMA FILHO, escritor capixaba, nascido em 1958, busca captar a essência dos momentos estéticos justapostos, passados e presen...




OSCAR GAMA FILHO, escritor capixaba, nascido em 1958, busca captar a essência dos momentos estéticos justapostos, passados e presentes. Por meio da soma de seus diversos pontos de vista, tenta atingir a completude da arte. Eis um esboço da equação passada:

Esforçou-se por alcançar a essência do poema em De Amor à Política (Vitória: edição marginal mimeografada, 1979, obra dividida meio a meio com Miguel Marvilla); em Congregação do Desencontro (Vitória: Fundação Cultural do Espírito Santo, 1980); em O Despedaçado ao Espelho (Vitória: Fundação Ceciliano Abel de Almeida/UFES, 1988);  em O Relógio Marítimo (Rio de Janeiro: Imago, 2001) e em Ovo Alquímico, escrito com seu filho Alexandre Herkenhoff Gama (São Paulo: Escrituras Editora, 2016).

Procurou o tempo perdido em obras como História do Teatro Capixaba: 395 Anos (Vitória: Fundação Cultural do Espírito Santo/Fundação Ceciliano Abel de Almeida, 1981) e Teatro Romântico Capixaba (Rio de Janeiro-Vitória: Instituto Nacional de Artes Cênicas/Ministério da Cultura, Departamento Estadual de Cultura, Secretaria de Estado da Educação e Cultura, Governo do Estado do Espírito Santo, 1987).

Precisando de outras línguas para auxiliá-lo em sua tarefa, traduziu-se para Rimbaud em Eu Conheci Rimbaud & Sete Poemas para Armar um Possível Rimbaud mesclado com O Barco Ébrio/Le Bateau Ivre (ensaio-tradução-conto-poema, Vitória: Fundação Ceciliano Abel de Almeida, Universidade Federal do Espírito Santo, Departamento Estadual de Cultura, 1989).

Acrescentou sabedoria à sua equação graças à Razão do Brasil em uma sociopsicanálise da literatura capixaba (Rio de Janeiro: José Olympio Editora; Vitória: Fundação Ceciliano Abel de Almeida, 1991).

Percebendo a insuficiência da ótica literária, realizou a exposição de arte ambiental poético-plástica Varais de Edifícios, em 1978, a partir do conceito criado por Hélio Oiticica.

Gravou o disco Samblues, em 1992 — incluído no selo histórico Série Fonográfica do Espírito Santo, da Fundação Cultural do Espírito Santo. Em 2005, lançou o CD Antes do Fim-Depois do Começo, que contém  músicas em parceria com Mario Ruy e em que aparece pela primeira vez o invariante eidético universal absoluto: o Ovo Alquímico. As músicas foram executadas pela Ovo Alquímico Samblues Band.

 Mas era pouco: dirigiu suas peças A Mãe Provisória, em 1978, e Estação Treblinka Garden, em 1979. Miguel Marvilla encenou  seu poema dramático Onaniana, em 1990.

Foi escolhido por Afrânio Coutinho para escrever o verbete “Literatura do Espírito Santo” em sua Enciclopédia de Literatura Brasileira (Oficina Literária Afrânio Coutinho/Fundação de Assistência ao Estudante,1990 ), na qual mereceu inclusão como escritor.

Citado como escritor e crítico na História da Literatura Brasileira, de Carlos Nejar (São Paulo: Leya, 2011), honra que se repetiu na 3ª edição da mesma obra, pela Editora Unisul, em 2014.

Assis Brasil também lhe concedeu verbete em A Poesia Espírito-santense no século XX (Rio de Janeiro, Imago; Vitória, Secretaria de Estado de Cultura e Esportes, 1998).

Colaborou em diversos jornais brasileiros, entre eles Folha de São Paulo, Zero Hora,  Suplemento Literário de Minas Gerais, A Gazeta e A Tribuna.

Orgulha-se, especialmente, de A Essência da Poesia, publicado na Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras (Rio de Janeiro: Fase VII, outubro-novembro-dezembro de 1996, Ano III, nº 9, p.48). Assim como de As Metamorfoses do Homem, também estampado na Revista Brasileira, da Academia Brasileira de Letras (Rio de Janeiro: Fase VIII, abril-maio-junho de 2015, Ano IV, nº 83, p.191).

Pertence à Academia Espírito-santense de Letras e ao Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Profissionalmente, é psicólogo clínico.

Sua excursão argonáutica mereceu os seguintes comentários:

Assis Brasil (A Poesia Espírito-santense no século XX, p. 210): “a poesia de Oscar Gama Filho, em especial seu quarto livro, de 1988, O Despedaçado ao espelho, é de feição original, recursos técnicos e de linguagem personalíssimos, num momento em que voltamos ao academicismo das fórmulas, das costumeiras metáforas e... do soneto. Nada contra a coinvenção de Petrarca, mas é raro um poeta, hoje, época algo sincretista — como o foi o começo do século — criar os seus próprios recursos de expressão.”

Afrânio Coutinho (orelha de Razão do Brasil): “A obra de Anchieta é analisada com a maior penetração, como jamais fora feito antes. Livro original e destinado a ser um marco na historiografia brasileira e capixaba.”



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Ana Cristina Costa Siqueira nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais. Chegou ao Espírito Santo em março de 1977, por ocasião de uma trans...




Ana Cristina Costa Siqueira nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais. Chegou ao Espírito Santo em março de 1977, por ocasião de uma transferência de seu pai, militar da ativa, deixando a cidade de Cáceres (MT), onde viveram dois anos. Ana e a família estabeleceram-se em Vila Velha, quando não existiam ainda os grandes edifícios na orla da praia. Ao desembarcarem na antiga rodoviária do Parque Moscoso, a maresia lhe trouxe o ar salgado da Ilha – este foi seu primeiro contato com o mar. Estudou na Universidade Federal do Espírito Santo, período em que iniciou suas publicações literárias. Publicou poemas na revista alternativa Poisé (DEC/UFES, 1983) e, mais tarde, na Revista Letra, nº 7, editada pela Fundação Ceciliano Abel de Almeida, UFES, 1987). Tem crônicas poéticas, poemas e artigos publicados nos jornais A Tribuna e A Gazeta (Pensar/encarte semanal). Escreveu Poema Deitado no Seu Peito, Um Jogo de Amarelinha, lançado em 2012 pela Scortecci Editora; obra que reúne poemas, crônicas e uma narrativa, apontando, inclusive, para o gênero epistolar. Sua linguagem, imagética, flui da poesia à prosa, quase sempre inspirada na ilha de Vitória e em sua convivência atípica com escritores locais. Publicou seus textos em diversas antologias, nacionais e internacionais. Recebeu reconhecimentos por sua produção literária, no Brasil e no Exterior.


Formação acadêmica

Letras-Português.
Pós-Graduação em Estudos Linguísticos/ Especialização (UFES).


Dados profissionais

Professora concursada, ingressou na rede estadual de ensino em outubro de 1990. Lecionou Língua Portuguesa e Literatura Brasileira para o Ensino Médio, atuando também no Ensino Fundamental; na rede pública do município, lecionou num período de dois anos (2001 e 2002). Aposentada.


PUBLICAÇÕES

Livros

Poema deitado no seu peito: um jogo de amarelinha. São Paulo: Scortecci, 2012
[ISBN 978-85-366-2860-8]

Sei que me dirás. Astorga: Sahar,  2017. [“Prêmio ASA  -  2017 --  A.C.I.M.A.  Sahar  -- Alternativa” ISBN :   978-85-68817-11-7]

Co-autorias

Vozes e Voci, Antologia Bilíngue. Italiano e Portoghese. Edizione Mandala, 2012.

ALCOFORADO, Jô Mendonça. Antologia Internacional Brasileiros em verso e prosa. João Pessoa:
Editora Universitária da UFPB, 2012.

A Literatura das Mulheres da Floresta (antologia). São Paulo: Scortecci, 2013.

Pensieri in Parole, Antologia Bilíngue (antologia). Itália: Mandala, 2014.

Lindas Lendas Brasileiras (antologia). São Paulo: Scortecci, 2014.

Fernando Pessoa e Convidados (antologia). Mágico de Oz, 2014.

Florbela Espanca e Convidados (antologia). Mágico de Oz, 2014.

Pablo Neruda e Convidados (antologia). Mágico de Oz, Empreendimentos Editoriais, 2014.

AMORIM, Josane Mary. I Antologia Bilíngue Brasil-Holanda. 2015.

Navegantes (antologia). Mandala, 2014.

Madre Terra (antologia). Mandala, 2015.

Amor e Amore (antologia). Mandala, 2016.

Vida e Vita (antologia). Mandala 2017.

Crônicas

“Melhor é impossível” – publicada no  livro  Poema deitado no seu peito (2012).
“Crônica para o dia dos pais” – publicada no livro  Poema deitado no seu peito (2012).

Contos

“Configurações” –  em Poema deitado no seu peito (2012).
“Blindagem” -  Antologia  NAVEGANTES. A.C.I.M.A ( 2014).
“Cidade Fria” -  publicado pela Mágico de OZ  Empreendimentos Editoriais,  Ilha da Madeira  - Portugal, na Antologia “Fernando Pessoa e convidados” (2014). “Cidade Fria” também foi publicado na antologia NAVEGANTES, da A.C.I.M.A e  na  I Antologia Holanda-Brasil, em 2014.

Revistas

Poisé (DEC/UFES, 1983) - “Pensamento” (poema).
Revista Letra, do Grupo Letra (Fundação Ceciliano Abel de Almeida/Ufes, 1987) -“Fecho estas páginas”, “Êxtase”, “Ocasião” – poemas.

Jornais

A Tribuna

"Linguagem e Expressividade"   (2003);
“Muito apelo, nenhuma transformação positiva”  (junho, 2003);
“Educação: visão além dos limites”   (agosto 2003)
“Uma visão pouco otimista”     (agosto, 2003)
“Crônicas, poesia e bate-papo”  (janeiro, 2004)
“Quem são nossos heróis?”  (maio, 2005)
“Educar para o futuro”  (outubro, 2005)
“Lugar para encontro  de  indivíduos” (2005/2006)
Referências à “Geração Copy Cola”  (julho, 2006)
“Sobre  ler, escrever  e  ensinar”  (setembro, 2006)
“Em defesa da concepção do belo”  (junho, 2010)
“A  curiosa teia  dos  diálogos”  (2010)
“Reunião de  escritores  na  Biblioteca  Pública”  ( junho, 2010)
“Lirismo  doce  e  cortante”  (2005/2006)
“Falando de cartas” (paixões literárias)  (2010)

A Gazeta – Caderno  PENSAR

“É proibido proibir?” – As  diferentes  faces  da  censura (outubro, 2011) - artigo
“Rastro Prateado” – Claire de lune  (2011/2012)- poema
“A alma das nossas ruas” (2012) - poema
“Escolha:  da crônica ao poema” (outubro, 2012) - poema
“Poema  deitado  no  seu  peito”  - fragmento  (abril, 2013) – poema  publicado
com artigo de Oscar Gama Filho.

Outras publicações

“Tertúlia  capixaba” -  artigo publicado no livro Poema deitado no seu peito (2012).
“Por Nina,  leitura infindável” -  artigo publicado no livro Poema deitado no seu peito (2012).
“Diana no Natal, apenas um comentário” -  artigo  publicado em Poema deitado no seu peito (2012).
“Um, dois três e...” – artigo  publicado  Facebook/  https://www.facebook.com/anacristinahrpoetisa
“Hora fatídica” -  crônica publicada  no  blog: Diário de uma escritora – https://anacristinacostasiqueiraescritora.blogspot.com


Reconhecimentos e premiações

Prêmio A.C.I.M.A 2013 - pela contribuição à cultura mundial, a dedicação e o empenho artístico demonstrado com o valor e a sinceridade da própria obra.

Menzione d’onore  per l’opera “Pequena Crônica”. Concorso Letterario Internazionale  PENSIERI & PAROLE 2013. Millano, 24 de giugno 2013.
Associazione Culturale Internazionale Mandala.

Atestado de participazione - Progetto NAVEGANTES 2014. A.C.I.M.A.

PREMIO SPECIALE conferito a opera BLINDAGEM (conto) – 3º Concorso Letterario Internazionale, NAVEGANTES, 2014. A.C.I.M.A.

PREMIO A.C.I.M.A. 2015, “Per il meraviglioso contributo umano apportato alla diffusione e alla valorizzazione dell’arte e dela cultura brasiliana in Italia e in Europa”.

Prêmio Literário Internacional ASA 2017, conferido ao livro SEI QUE ME DIRÁS (poemas). Associazione Culturale Internazionale Mandala e Sahar Editora Alternativa.


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Christiano Ferreira Fraga nasceu a 7 de agosto de 1892 em Campos, RJ e faleceu em 6 de janeiro de 1984, em Vitória . Filho do prof. José...



Christiano Ferreira Fraga nasceu a 7 de agosto de 1892 em Campos, RJ e faleceu em 6 de janeiro de 1984, em Vitória . Filho do prof. José Moreira Fraga e da prof. Lídia Moreira Fraga. Curso primário e secundário em Campos e de Medicina no Rio. Aí clinicou alguns anos, e depois em Minas Gerais e São Paulo, fixando-se mais tarde no Espírito Santo, onde foi também professor de ensino secundário e superior, diretor geral de Saúde Pública, secretário de Saúde e Assistência, diretor da Faculdade de Filosofia da Ufes. Representante do Estado na V Conferência Nacional de Educação (1933), na I Conferência Nacional de Educação e Saúde (1941), na I Semana de Orientação Educacional em Curitiba (1952), e no I Congresso Brasileiro de Sociologia em Curitiba (1954). Membro de várias instituições culturais entre elas o Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e a Academia Espírito-santense de Letras.

Desde os tempos de estudante escreveu para a imprensa periódica, em Campos, RJ, São Paulo e Vitória, ES.


BIBLIOGRAFIA PARCIAL

Letras

Supremacia da cultura francesa (1951);
Ceciliano Abel de Almeida, memorialista de O desbravamento das selvas do Rio Doce. (1959);
João Ribeiro, historiador e filólogo (1960);
O diário de Helena Morley (1960);
Guimarães Rosa no Grande Sertão: veredas (1962);
Olavo Bilac, poeta e prosador (1966);
Euclides da Cunha no centenário de nascimento (1966);
José Veríssimo e a história da literatura brasileira (1966);
Com a palavra (reunião de 5 conferências: do Folclore capixaba; Machado de Assis tradutor e traduzido; Romancistas do Espírito Santo; Caças e cadas no Espírito Santo; e A pintura na Espanha (1972))
Lembranças (contos, casos, versos). Rio de Janeiro, Gráfica Olímpica Editora, 1978.

Em colaboração:

Torta capixaba - antologia. Vitória: âncora, 1962.
Literatura contemporânea. Vitória: Ufes, 1965.
Curso de Folclore. Vitória: Ufes, 1967.

Didática

Conhecimento médico-cirúrgico dos brasilíndios - tese de concurso (1929)
Invasões francesas no Brasil - tese de concurso (1929)
A pedanálise no ensino brasileiro - tese de concurso (1932)
O pseudo-dialeto brasileiro - tese de concurso (1935)
Dez lições de Pedagogia científica (1952)
Orientação educacional (1952)
O programa de Sociologia nos institutos de educação (1954)
O método De Croly (1957)
Apunte etimológico, Greencastle, Indiana: Revista Hispania, de Pauw University, 1959.
Lições de reflexologia pedagógica (1960)
A caminho da independência (1972)
Derrubadas e reflorestamento (1975)

Medicina

Psicoterapia da verruga (1921)
Alberto Torres e os problemas de saúde pública (1935)
Propaganda e educação sanitária (1940)
Curso de educação da saúde (1941)
Água de Vitória (1956)
Uso e abuso de antibióticos (1957)
Osvaldo Cruz (1962)
Periartrite e radioterapia - tema livre em congresso da AMES (1960)
O mercúrio voltará - tema livre em congresso da AMES (1961)
Socialização da Medicina - tema livre em congresso da AMES (1962)
Medicina psicossocial (1965)


[In Lembranças (contos, casos, versos). Rio de Janeiro, Gráfica Olímpica Editora, 1978. Reprodução autorizada pelos herdeiros]


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Nascido em 16 de janeiro de 1957, na Vila Rubim (Vitória - ES), nela viveu por toda a infância. Filho primogênito, na numerosa prole de ...



Nascido em 16 de janeiro de 1957, na Vila Rubim (Vitória - ES), nela viveu por toda a infância. Filho primogênito, na numerosa prole de Maria Luísa Silva Tavares (doméstica do lar) e José Tavares (ferreiro, serralheiro, garimpeiro), embora parcos os recursos materiais, sua afeição pelos estudos fá-lo aprender, com o pai e as irmãs (Martha e Elizabeth), a ler já aos quatro anos e a escrever aos cinco anos de idade. Da mãe e da avó assimilou as fábulas e as histórias que ambas narravam. Do pai (militante de esquerda, sindicalista), herdou o gosto pela escrita e a insatisfação com a realidade. Desportista, praticou futebol, luta livre e, até os dias atuais, corrida pedestre.

Na UFES, iniciou cursos de Matemática(1980) e de Economia(1982), inconclusos, época em que ativamente participa de eventos culturais, esportivos e políticos.

Trajetória literária iniciou em 1975, publicando poemas em suplemento (Tribuna Jovem) do jornal A Tribuna. Seguiram-se trabalhos publicados no jornal A Gazeta e na Revista de Cultura da Ufes (num encarte, com conto premiado, em 1980), bem como na coletânea Ofício da palavra (org. pela Profª. Deny Gomes, da Ufes), resultante de uma oficina literária. Sua obra mais amadurecida consta, sobretudo, na revista Letra, editada por grupo literário, homônimo, do qual, com destacados intelectuais, fez parte. Em 1983, em concurso da Fundação Ceciliano Abel de Almeida (FCAA), recebeu menção honrosa com o livro Vintecontos, publicado em 1987, já com o título No escuro, armados, numa coedição entre essa FCAA e a Editora Anima (RJ). Projeto apresentado à Lei Rubem Braga/PMV propicia publicação do livro de poemas (Gemagem, Ed. Flor&cultura, 2005). Neste o poema visual intitulado “Poluição”, que é examinado, para fins de TCC, pelo perspicaz André Serrano (UFES). Coautor de livro (Uma, Duas, Três Histórias Infantis, UFES, 1989) considerado “altamente recomendável” pela FNLIJ, conto seu (Fadações), aí incluso, torna-se objeto de arguto estudo crítico por Yan Siqueira, aluno de Mestrando.

Antes de, em concurso público (1984), ser aprovado para a função de Auditor tributário (SEFAZ-ES), diversos ofícios exerceu, entre eles: auxiliar de tipografia, encadernador, auxiliar de tornoaria (de madeira), auxiliar de serralheria, ajudante de oficina mecânica, secretário de padre (CEB), cobrador de promissórias, estoquista, estagiário e professor substituto. Carreira pública iniciada em Dores do Rio Preto(ES), matrimônio com a nativa Joana Bazani Valadão resulta em dois filhos (Renato,1991; Vitor,1992). Nesse lugar atua na política-partidária, como oposição; incrementa esporte, arte e cultura; defende animais e o meio ambiente; funda e redige periódicos (DROP´s, Tribuna Riopretense e Força Jovem), sem jamais perder com a Capital o vínculo literário, sempre mantendo contato epistolar ou eventual colaboração. Nesse período (1988-1991), gradua-se em Letras (UEMG-Carangola).

Divorciado, à sua terra natal retorna em fins de 2007. Uma nova união (com Andréia P. Gardiman) resulta num terceiro filho (Vitório Augusto, 2011).

Em prol da leitura e da escrita, participa de eventos diversos, como oficina literária (Secult, 2004/2005) ministrada em escolas públicas, palestras conforme seu projeto GEMAGEM, realizações do premiado projeto Viagem pela Literatura (PMV) e outros (seminários, mesas-redondas, bate-papo, sempre enfocando o Autor capixaba).

Tanto por jus a premiações quanto por convites, participa de algumas coletâneas (Contos Capixabas; Uma, Duas, Três Histórias Infantis; séries Palavras da Cidade e Escritos de Vitória, PMV; Poetas do Espírito Santo; 34 Poetas Daqui Mesmo; Edital de Contos / Secult, 2004; Clepsidra, Bravos Companheiros e Fantasmas 5) e de revistas (Letra, Imã, Cuca, Você, AEL), além de recitais. Consta no Catálogo Letras Capixabas em Arte, 2009. Membro, por vários anos (2002 –     ), do seleto colégio eleitoral do Prêmio Multicultural Estadão. Em 2017 reedita, com fortuna crítica e revisão, o volume No escuro, armados (contos). Para a Academia Espírito-santense de Letras (AEL) eleito, em 2011, assume a Cátedra nº 15.


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No verbete Marcelino Pinto Ribeiro Duarte  do Dicionário Bibliográfico Brasileiro de Sacramento Blake consta o seguinte: " Marcelin...


No verbete Marcelino Pinto Ribeiro Duarte do Dicionário Bibliográfico Brasileiro de Sacramento Blake consta o seguinte:

"Marcelino Pinto Ribeiro Duarte — Filho de Marcelino Pinto Ribeiro Pereira e nascido na vila da Serra, província do Espírito Santo, faleceu a 7 de junho de 1860 em avançada idade, na cidade de Niterói, sendo presbítero secular, vigário colado da freguesia de S. Lourenço desta cidade, e cavaleiro da ordem da Rosa e da de Cristo. Foi deputado por sua província na quarta legislatura geral e em várias legislaturas provinciais e exerceu o magistério como lente de latim da vila da Vitória, hoje capital do Espírito Santo, por nomeação de 9 de dezembro de 1815. Cultivou também a poesia, e escreveu:

Desagravo ou justificação política que perante os bons cidadãos e verdadeiros constitucionais da vila da Vitória contra o pseudo-constitucional partido de poucos facciosos faz, etc. Rio de Janeiro, 1822.

Elementos de gramática filosófica latina: compêndio novíssimo que, segundo os verdadeiros princípios da gramática universal, compôs para uso de seus alunos. Rio de Janeiro, 1828, in-8°.

Oração sagrada que por ocasião do solene Te-Deum, oferecido, em ação de graças à recordação da feliz independência do Brasil, recitou, etc. Rio de Janeiro, 1830, 12 págs. in-4°.

Oração sagrada por ocasião do solene Te-Deum que o leal e heroico povo do Rio de Janeiro fez cantar na igreja matriz de Santa Ana em a tarde de 16 de janeiro de 1830, em ação de graças pela instalação da primeira câmara municipal eletiva. Rio de Janeiro, 1830, 12 págs. in-4°.

Oração eucarística que no solene Te-Deum em ação de graças ao faustoso reconhecimento da maioridade de sua majestade imperial o senhor D. Pedro II e sua gloriosa exaltação ao trono do Brasil, recitou na igreja matriz da cidade de Niterói no dia 16 de agosto de 1840, Rio de Janeiro, 1840, 15 págs. in-8°.

Ata de 27 de outubro de 1828 do colégio eleitoral da cidade da Vitória e sua análise. Vitória, 1829, 5 págs. in-4°.

— Derrota de uma viagem feita para o Rio de Janeiro em 1817 — Publicada no Jardim Poético de J. M. Pereira de Vasconcelos, tomo 1°, págs. 39 a 63. É em verso.

Ode a seus bons patrícios e amigos por ocasião de sua chegada à cidade da Vitória, em 1850 — Idem, págs. 95 a 98. Na série ou tomo 2° acham-se ainda estas poesias: Ode a D. João VI; Retrato; Liras (duas); Epístolas (duas); Glosas.

O padre Ribeiro foi um político exaltado, sendo por isso perseguido. Colaborou nas folhas da época que pugnavam pelo partido Caramuru, e escreveu uma comédia contra o cônego Januário da Cunha Barbosa, assim como alguns avulsos contra os membros do partido contrário."

[Dicionário Bibliográfico Brasileiro, vol. 6, p. 215-6, Conselho Federal de Cultura, Rio de Janeiro, 1970]


Miguel Arcanjo Marvilla de Oliveira nasceu em Marataízes, ES, em 29 de setembro de 1959 e faleceu em Vitória, em 2009. Mudou-se com os p...



Miguel Arcanjo Marvilla de Oliveira nasceu em Marataízes, ES, em 29 de setembro de 1959 e faleceu em Vitória, em 2009. Mudou-se com os pais para Vitória em 1964. Com a separação dos pais, foi internado no Orfanato Cristo Rei.

Em 1978 fez amizade com o poeta e dramaturgo Oscar Gama Filho, que viria a ter grande influência em sua atividade como poeta.

Concluiu em 1996 o curso de graduação em Letras-Inglês na Ufes e cursou o mestrado em História na mesma universidade.

Publicou:

De amor à política, edição mimeografada, em parceria com Oscar Gama Filho, 1979;
A fuga e o vento, edição mimeografada, 1980;
Exercício do corpo, edição mimeografada, 1981;
Os mortos estão no living, contos, Fundação Ceciliano Abel de Almeida/Ufes, 1988;
Lição de labirinto, poesia, Fundação Ceciliano Abel de Almeida/Ufes, 1989;
Tanto amar, poesia, 1991;
Sonetos da despaixão, 1996;
Dédalo, poesia, 1996; segunda edição, 2001;
Jardins de Vitória, em parceria com Rosemary B. Grigato, na coleção Cadernos do meio ambiente, Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de Vitória, 1998;
Nelson Abel de Almeida: um homem e o espírito de um lugar, biografia, com que venceu concurso literário promovido pela Academia Espírito-santense de Letras e pelo Instituto Nelson Abel de Almeida;
Luísa, Juliana, Sigmund, ensaios de literatura, em parceria com Cláudia Bravim, Florecultura, 2001.

Como organizador:

Escritos entre dois séculos, coletânea de autores capixabas, em parceria com Maria Helena Teixeira de Siqueira, Florecultura, 2000;
A parte que nos toca, coletânea de autores capixabas, em parceria com Reinaldo Santos Neves, Florecultura, 2000;
Crônicas escolhidas, de José Carlos Fonseca, Florecultura, 2000;
Alguns de nós, coletânea de autores capixabas, Florecultura, 2002.

Miguel Marvilla fez parte do Grupo Letra, na década de 1980, juntamente com Renato Pacheco, Luiz Busatto, José Augusto Carvalho, Reinaldo Santos Neves, Marcos Tavares e Oscar Gama Filho. Foi criador e editor, no início dos anos 90, da coleção literária Palavras da Cidade, de que saíram várias edições com a marca da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Vitória. Fez teatro como ator e diretor. Foi membro da Academia Espírito-santense de Letras, onde tomou posse em 1991. Foi co-editor, com Adilson Vilaça, da revista Você, da Secretaria de Cultura da Universidade Federal do Espírito Santo, de 1996 a 1998. Foi fundador, juntamente com Christoph Schneebeli, e gerente editorial da Florecultura Editores. Recebeu vários prêmios literários, entre os quais o Prêmio Geraldo Costa Alves, da Fundação Ceciliano Abel de Almeida/Ufes, por seu livro de poemas Lição de labirinto.

Sobre sua obra a Secretaria de Cultura da Prefeitura de Vitória publicou em 2001 Dédalo no centro do labirinto, sétimo volume da Coleção Roberto Almada, com seleção de textos, notícia biográfica e estudo crítico por Joana D’Arc Baptista Herkenhoff.


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Bispo D. José Caetano da Silva Coutinho, por Jean-Baptiste Debret. D. José Caetano da Silva Coutinho, 8º bispo do Rio de Janeiro — Filh...

Bispo D. José Caetano da Silva Coutinho, por Jean-Baptiste Debret.
Bispo D. José Caetano da Silva Coutinho, por Jean-Baptiste Debret.

D. José Caetano da Silva Coutinho, 8º bispo do Rio de Janeiro — Filho de Caetano José Coutinho e natural de Portugal, mas brasileiro por ter aderido à constituição do império, nasceu na vila de Caldas da Rainha a 13 de fevereiro de 1768 e faleceu no Rio de Janeiro a 27 de janeiro de 1833, sendo presbítero secular e bacharel em cânones pela universidade de Coimbra; bispo e capelão-mor do Rio de Janeiro; senador do império pela província de S. Paulo; do conselho de sua majestade o Imperador; grã-cruz da ordem da Rosa e comendador da de Cristo. Nomeado bispo, chegou ao Rio de Janeiro a 25 de abril de 1808, tomou posse a 28, e fez sua entrada solene a 13 de maio seguinte. Por sua brilhante inteligência, por sua ilustração e virtudes foi nomeado em 1804, um ano antes da nomeação de bispo do Rio de Janeiro, arcebispo titular de Cranganor na Índia portuguesa, e antes de eleito senador, foi deputado à constituinte brasileira. Escreveu:

Memória histórica da invasão dos franceses em Portugal no ano de 1807. Rio de Janeiro, 1808, 87 págs. in-8º — Esta obra contém algumas inexatidões, segundo afirma Inocêncio da Silva.

Estatutos da santa igreja catedral e capela real do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1811, 115 págs. in-4º.

Carta pastoral de 19 de setembro de 1808 acerca do faustoso sucesso das armas portuguesas contra os franceses que invadiram Portugal e por esse motivo determinando fazer preces públicas e solenes na forma da igreja pro tempore belli por três dias se recite no santo sacrifício a oração pro Papa, etc. Rio de Janeiro, 1808, in-fol.

Carta pastoral promulgando um jubileu por sua santidade, etc. Rio de Janeiro, 1809, in-fol.

Carta pastoral de 8 de março de 1811, propondo como lícitas e permitidas as comidas de carne no tempo da quaresma com as restrições e declarações nela especificadas. Rio de Janeiro, 1811, in-fol.

Carta pastoral de 8 de abril de 1811, permitindo o trabalho nos dias santificados. Rio de Janeiro, 1811, 7 págs. in-fol. — Houve segunda edição no mesmo ano.

Carta pastoral de 15 de abril de 1811, dirigida aos reverendos visitadores do bispado, recomendando-lhes a exata execução e observância de seus deveres. Rio de Janeiro, 1811, 24 págs. in-fol.

Carta pastoral, concitando os fiéis a se aproveitarem da missão que autorizara pela quaresma, concedendo-lhes indulgências e dispensando-os de alguns preceitos quaresmais — Me parece que não foi impressa. Só o original com assinatura autógrafa do bispo existe na biblioteca nacional, datado de 8 de fevereiro de 1812.

Pastoral em que se declaram as restrições com que sempre se devem entender as faculdades de oratórios particulares com o menor prejuízo possível das paróquias e interpretações da Bula da Cruzada a este respeito. Rio de Janeiro, 1815, 7 págs. in-fol.

Pastoral sobre a festa de S. José este ano de 1818. Rio de Janeiro, 1818, in-fol.

• Carta pastoral de 11 de março de 1819, dispensando o preceito da abstinência de comer carne na quaresma. Rio de Janeiro, 1819, in-fol.

Carta pastoral, anunciando a visita do ano de 1819, etc. rio de Janeiro, 1819, 34 págs. in-4º.

Carta pastoral, permitindo comer carne nesta quaresma. Rio de Janeiro, 1822, 2 fls. in-fol.

Carta pastoral, recomendando ao clero secular regular que exortem os povos à união e concórdia entre si; respeito e obediência ao governo estabelecido e outras providências ao mesmo respeito. Rio de Janeiro, 1822, 20 págs. in-4º — É datada de 30 de junho, e teve segunda edição mais correta e aumentada no mesmo ano.

Carta pastoral sobre o jejum da quaresma. Rio de Janeiro, 1827, in-fol.

Regimento interno para o senado brasileiro. Rio de Janeiro, 1832, 29 págs. in-8º — É de sua pena esse trabalho, sendo ele presidente do senado. Diz-se que o prelado deixara, com uma coleção de orações para exercícios dos cristãos, escritas em prosa e em verso numa linguagem que exalta o espírito e toca o coração, várias obras inéditas e um

Catecismo da doutrina cristã.

[Verbete sobre D. José Caetano da Silva Coutinho em Dicionário bibliográfico brasileiro, de Augusto Vitorino Alves Sacramento Blake, Rio de Janeiro, Imprensa Nacional, 1898. Consultado na edição fac-similar do Conselho Federal de Cultura, Rio de Janeiro, 1970.]

Nascida no Rio de Janeiro em 1958, graduada em Museologia pela Universidade do Rio de Janeiro em julho de 1984 e pós-graduada em Bibliote...

2012.

Nascida no Rio de Janeiro em 1958, graduada em Museologia pela Universidade do Rio de Janeiro em julho de 1984 e pós-graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1990 e registrada no Conselho Regional de Museologia, 2ª região, sob o nº 315-I.

Atuou como museóloga desde 1985, quando foi contratada pela Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais / Superintendência de Museus, sendo responsável pela coordenação e implantação do Museu Casa Guignard, em Ouro Preto, e Museu Casa Alphonsus Guimaraens, em Mariana, MG, assim como pelo acervo do Museu Mineiro, em Belo Horizonte, o qual diagnosticou, pesquisou e reprocessou tecnicamente.

Elaborou o Projeto Guignard, seguindo os moldes do Projeto Portinari de São Paulo, para cadastramento das obras do artista em Minas Gerais. Durante o período em que foi Diretora da Divisão de Museologia do mesmo órgão (1988/1989), elaborou o Plano de Ação para o ano de 1988, que serviria mais tarde de modelo aos demais órgãos da mesma Secretaria.

No Arquivo Geral da Prefeitura de Vitória (1994-6) foi responsável pelo acervo de fotografias, elaborando projeto para identificação desse acervo, sendo sua coordenadora de execução, quando realizou pesquisa de história oral. Atuou no mesmo Arquivo na elaboração de tabela de temporalidade dos documentos e processos gerados pela Prefeitura de Vitória, orientando elementos das demais secretarias daquela municipalidade para a definição de seus critérios.

Autora do projeto de implantação do Museu Vale, inaugurado em 1998, incluindo concepção museológica da instituição e das exposições, realização de pesquisa em fontes primárias e secundárias, assim como de história oral com os aposentados e funcionários ativos da Estrada de Ferro Vitória a Minas para identificação e seleção de acervos e elaboração de textos.

Autora do projeto para implantação do Museu Maçônico do Espírito Santo, localizado na Cidade Alta, Vitória, ES, compreendendo pesquisa em fontes primárias e secundárias, pesquisa de história oral, levantamento de acervos e identificação, concepção das exposições, elaboração dos textos da exposição e de folder institucional, sendo também responsável pela implantação, que ocorreu em novembro de 2001.

Responsável pela concepção, criação e coordenação do site ESTAÇÃO CAPIXABA — www.estacaocapixaba.com.br —, no ar desde o ano de 2000, site este que foi parceiro do GAZETA ONLINE durante os anos de 2000 a 2003, constituindo-se no maior conteúdo daquele conhecido portal, e que mereceu destaque por várias vezes na mídia ao longo de sua existência.

Projetos

Projeto de implantação do Museu Vale, Vitória, ES, realização da Cia. Vale, elaboração do projeto  em 1996 e coordenação da implantação em 1998.

Projeto Programa Vida Mais, realizado com recursos da Lei Rouanet e patrocínio ArcelorMittal, 2009-2010 (elaboração e coordenação);

Projeto de implantação do Museu Ferroviário Nacional, 1ª etapa, 2010, Rio de Janeiro, realização Ministério dos Transportes e Universidade Federal de Santa Catarina (elaboração e coordenação da equipe técnica);

Projeto Preservação de acervo e Modernização da Biblioteca Pública do Espírito Santo, aprovado na Lei Rouanet e em fase de captação de recursos com o apoio do Governo do Estado (elaboração);

Publicações

COUTINHO, D. José Caetano da Silva. O Espírito Santo em princípios do século XIX. Vitória: Cultural-ES e Estação Capixaba, 2001 – Concepção do projeto, transcrição do documento, organização e coordenação editorial (Depósito Legal na Biblioteca Nacional).

SANTOS NEVES, Maria Clara O.M. Além das aparências: Memória da Dermatologia no Espírito Santo. Vitória: Sociedade Brasileira de Dermatologia-regional ES, 2003 – Concepção do projeto, pesquisa, produção do texto e coordenação editorial. Livro lançado durante o LVIII Congresso Brasileiro de Dermatologia, realizado em Vitória (Depósito Legal na Biblioteca Nacional).

RÖWER, Frei Basílio. O Convento de Nossa Senhora da Penha do Espírito Santo. Vitória: A Gazeta, 2008 – Pesquisa, organização e coordenação editorial.(reedição comemorativa de A Gazeta para os 450 anos do Convento da Penha).

SANTOS NEVES, Guilherme. História popular do Convento.  Vitória: A Gazeta, 2008 –Organização e coordenação editorial. (reedição comemorativa de A Gazeta para os 450 anos do Convento da Penha).

SANTOS NEVES, Reinaldo. Crinquinim e o Convento da Penha. Vitória: A Gazeta, 2008. – Organização e coordenação editorial. (reedição comemorativa de A Gazeta para os 450 anos do Convento da Penha).

SANTOS NEVES, Guilherme. Estudos e registros do folclore capixaba. Vitória: Centro Cultural de Estudos e Pesquisas do Espírito Santo, 2008 [Vol. I e II] – Coordenação.

DAEMON, Basílio Carvalho. Província do Espírito Santo. Vitória: Secretaria de Estado da Cultura, Arquivo Público Estadual, 2010 – Concepção de projeto, organização e coordenação editorial (reedição do original de 1879).

SANTOS NEVES, Maria Clara O.M. (org.). Objetiva de Paulo Bonino: 50 anos de fotografias no Espírito Santo. Vitória: Phoenix Cultura, 2010 – Concepção do projeto, organização, pesquisa, produção de texto, seleção de imagens, coordenação editorial.

LACERDA, D. Pedro Maria de. Diários das visitas pastorais de 1880 e 1886 à Província do Espírito Santo. Vitória: Phoenix Cultura, 2012 – Concepção do projeto, organização, coordenação editorial e digitalização do documento.

SANTOS NEVES, Maria Clara Medeiros. Falando de patrimônio cultural: cartilha de educação patrimonial. Vitória: Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo, 2012 – Concepção de projeto, pesquisa, texto, concepção editorial.

SANTOS NEVES, Maria Clara Medeiros, BRASILIENSE, Vanessa. Olympio Brasiliense: 50 anos de arquitetura em Vitória. Vitória: Phoenix Cultura, 2012 (http://www.estacaocapixaba.com.br) – Concepção de projeto, organização e preparação de páginas para publicação online.

___. Digitalização do acervo Olympio Brasiliense. Vitória: Phoenix Cultura, 2012 (http://www.estacaocapixaba.com.br) – Concepção do projeto, digitalização, tratamento e publicação online.

BAVIERA, Teresa da (princesa). Viagem pelos trópicos brasileiros: Província do Espírito Santo. Vila Velha: Phoenix Cultura, 2014 (http://www.estacaocapixaba.com.br) – Concepção do projeto e coordenação editorial.

SANTOS NEVES, Maria Clara Medeiros. Registros da pesca artesanal em Vila Velha. Vila Velha: Phoenix Cultura, 2014 (http://www.estacaocapixaba.com.br) – Concepção do projeto, pesquisa, fotografias, texto e preparação de páginas para internet.

___. Preservação e divulgação de registros do Folclore capixaba. Vitória: Phoenix Cultura, 2016 (http://www.estacaocapixaba.com.br/2016/01/preservacao-e-divulgacao-de-registros_19.html) Concepção do projeto, digitalização, tratamento e publicação online.

Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo e da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária – ABPF.

janeiro de 2016.

Lino Machado chegou ao mundo em 1957, no Rio de Janeiro. Filho de pais portugueses, há alguns anos trabalha no Departamento de Línguas e ...


Lino Machado chegou ao mundo em 1957, no Rio de Janeiro. Filho de pais portugueses, há alguns anos trabalha no Departamento de Línguas e Letras da UFES, tanto na Graduação quanto na Pós. Antes, havia batalhado no ensino secundário, em escolas públicas do seu Estado de origem.

O essencial da sua formação foi feito na Faculdade de Letras da UFRJ. Primeiro, graduou-se em Português-Literaturas (1979); depois, vieram o Mestrado e o Doutorado: versando a respeito da prosa do poeta de Orpheu, defendeu a dissertação Teatro e ficção em Mário de Sá-Carneiro (1988), seguida pela tese Consigo e contra si: Mário de Sá-Carneiro (1996), na qual procurou tratar em conjunto da produção do escritor.

Formando-se ao longo dos anos datados acima, explica-se, ao menos em parte, a atração de LM pela teorização de alguns autores quer do estruturalismo, quer do pós-estruturalismo. Não é preciso frisar que teóricos e críticos de tendências bastante diversas igualmente podem impressioná-lo.

Quanto a artigos, ensaios, comunicações e conferências, ou seja, textos seus mais curtos, o primeiro destes saiu em 1988 — para a sua alegria — na revista Colóquio/Letras n. 102, focalizando o romance português Amadeo, de Mário Cláudio. O trabalho mais ambicioso que redigiu, entretanto, resultou de um pós-doutorado, efetuado no Instituto de Letras da UFF (1998). Tal pesquisa ganhou formato de livro, trazendo como título As palavras e as cores: Guernica (e mais) na caligrafia de Carlos de Oliveira (Vitória: CEG-EDUFES, 1999).

Faz um bom tempo o seu campo de estudo privilegiado (mas não único) é o das relações entre a literatura (sobretudo a poesia) e as demais artes (principalmente as visuais), discutidas com o aparato conceitual da semiótica de Charles Sanders Peirce.

Embora a prosa narrativa e a dramática lhe interessem muitíssimo, a poesia é a modalidade artística que mais o atrai. Atrai-o, também, a leitura de textos de filosofia, quer os da vertente mais “logicista”, quer os da mais “literária”, o que, algumas vezes, se denuncia nos seus textos, de maior ou de menor fôlego.

A frase predileta de L. M. foi escrita por Jorge Luis Borges: uma que afirma não ser a simplicidade um dos atributos do universo.

DADOS (NÃO VICIADOS): Ex-carioca, Lino Machado nasceu em 1957. Desde 1993, trabalha na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Bom ou ruim, já possui um corpus de publicações literárias, o qual, em expansão, vem deixando de ser esguio, como manda o figurino anoréxico dos nossos dias:

“Meus & de mais” (poemas), folheto individual (Vitória, 2002);
“Quatro cadências” (poemas), em Instantâneo: fermento literário (Vitória, Secult, 2005);
“(Pseudo)glosas marginais ao cancioneiro medieval” (poemas, apesar do título!), na revista Floema (Vitória da Conquista, UESB, ano V, n. 5., jul./dez. 2009);
Várias composições líricas no site www.estacaocapixaba.com.br;
“Seis epígrafes & algumas gafes” (poemas), em Prêmio Ufes de literatura (Vitória, Edufes, 2010);
Sob uma capa (volume de poesia: Vitória, Secult, 2010);
“5 poemas quânticos precedidos por 7 estrofes pouco simples” (sem necessidade de comentários), em II prêmio Ufes de literatura (Vitória, Edufes, 2024);
Entre dois vetores (Vitória, Secult, 2014);
Canônimo (terceiro volume de poesia: ainda no Notebook do autor);
“Atrator(es)” (poemas), em III prêmio Ufes de literatura (em preparo).


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Sandra Medeiros é jornalista, designer e escritora. Pesquisadora cadastrada no CNPq, realiza, há cerca de 3 décadas, pesquisa sobre a Histór...

Sandra Medeiros é jornalista, designer e escritora. Pesquisadora cadastrada no CNPq, realiza, há cerca de 3 décadas, pesquisa sobre a História da Tipografia no Espírito Santo. Atuou como jornalista em O Diário, Rádio Espírito Santo, A Gazeta, A Tribuna (ES), Jornal do Brasil e O Globo. Lecionou nos Cursos de Comunicação e Desenho Industrial da Ufes; Jornalismo na UVV; Desenho Industrial na Uerj. Tem publicado artigos nas áreas de tipografia, livro, revista, filologia e lingüística. É autora do documentário, em vídeo, Uma pessoa comumUma História Rara; e, entre outros, dos livros Espírito Santo – Um Estado Singular, e Elementos para compreender o Design Gráfico. É, ainda, editora da Revista ÍMÃ.

Nascido em Vitória, Estado do Espírito Santo, em 24 de setembro de 1933, filho de Guilherme Santos Neves e Marília de Almeida Neves. Gr...


Nascido em Vitória, Estado do Espírito Santo, em 24 de setembro de 1933, filho de Guilherme Santos Neves e Marília de Almeida Neves.

Graduado em Direito (Faculdade do Espírito Santo, 1957), habilitado pelo MEC como professor de História de 1º e 2º graus em 1954 e licenciado e História (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Espírito Santo, 1964).

Como professor atuou nas seguintes instituições: Escola de Aprendizes Marinheiros do Espírito Santo (1961 a 1963), Colégio Estadual do Espírito Santo (1960 a 1964), Colégio Americano (Vitória, 1960), Escola Técnica Federal do Espírito Santo atual IFES, Universidade Federal do Espírito Santo (Departamento de História onde lecionou História do Espírito Santo durante 26 anos).

Membro das seguintes entidades: Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Cultural-ES – Centro Cultural de Estudos e Pesquisas do Espírito Santo e da Comissão Espírito-santense de Folclore.

Principais atividades: magistério, pesquisa histórica e folclórica, publicação de ficção e de textos das áreas de História e Folclores do Espírito Santo.

Algumas obras Publicadas (literatura): A Nau Decapitada (romance, Vitória, 1982), As Chamas na Missa (romance, Rio, 1986), Torre do Delírio (contos, Vitória, 1992), Passeio pelo Centro de Vitória na Companhia de Rubem Braga (crônica, Vitória, 1992), Escrivão da Frota (crônicas, Vitória, 1997), Crônicas da Insólita Fortuna (crônicas históricas, Vitória, 1998), O Templo e a Forca (romance, Vitória, 1999), O Capitão do Fim (romance, Vitória, 2001), Cidadilha – Crônica Inverossímil da Cidade Inexistente (Vitória, 2008),  Memória das Cinzas (Vitória, 2009), Tertulianas, de Tertuliano (série de textos publicados no site Tertúlia Capixaba).

Obras infantis: História de Barbagato (Vitória, 1996), Tião Sabará (em parceria com Renato Pacheco, S. Paulo, 1999), Eu Estava na Armada de Cabral (romance paradidático, Vitória, 2004), Eu Estava no Começo do Brasil (Vitória, 2007), Crinquinim e D.Pedro II em Nova Almeida (Serra, 2008).

Obras didáticas: Espírito Santo, Minha Terra, Minha Gente (parceria com Renato Pacheco e Léa Brígida, Sedu, Vitória, 1986), Ecoporanga, Resgate da Memória de um Povo (parceria com Renato Pacheco, Vitória, 1992), História, Geografia e Organização Social e Política do Município de Anchieta (Vitória, 1995): em parceria com Renato Pacheco e Léa Brígida: Espírito Santo: Nossa História, Nossa Gente (Vitória, 1997), Nosso Estado o Espírito Santo (Curitiba, 2001), Cariacica: Nosso Município (2002), Vila Velha: Nosso Município (Vitória, 2002), Aracruz: Nosso Município (Serra, 2004); em parceria com Lea Brígida de Alvarenga Rosa; Serra: Nosso Município (Serra, 2007), Viana: Nosso Município (Serra, 2008), Piúma: Nosso Município (Serra 2010), São Gabriel da Palha: Nosso Município (2011), Anchieta: Nosso Município (2011), Presença africana no Brasil e no Espírito Santo (Vitória, 2008).

Obras de Estudos e Pesquisa Histórica: Insurreição do Queimado, Episódio da História da Província do Espírito Santo, de Afonso Cláudio,  (introdução e notas, Vitória, 1979), Viagem à Província do Espírito Santo, de Auguste-François Biard (estudo introdutório, 1988), De Viva Voz, depoimento de Carlos Lindenberg (introdução e notas, Vitória, 1989), Ingleses na Costa, impressões de um aspirante de marinha sobre o Espírito Santo em 1851, de Edward Wilberforce (introdução e notas,Vitória, 1989), Espírito Santo: Impressões (em parceria, São Paulo, 1991), Espírito Santo, Brasil (em parceria, S.Paulo, Xerox do Brasil, 1994), Vila Velha da Senhora da Penha (em parceria com Renato  Pacheco e  Reinaldo Santos Neves, S. Paulo, Chocolates Garoto, 1997), A Casa Edificada – O Programa de Cooperativas Habitacionais no Espírito Santo e sua ação na expansão urbana da Grande Vitória (Belo Horizonte, 1998), A Doação da Ilha de Vitória (Vol. 1, Coleção Memórias da Ilha de Vitória, Vitória, 2002), O Espírito Santo em princípios do século XIX – Apontamentos das visitas pastorais de D. José Caetano da Silva Coutinho em 1812 e 1819 (estudo introdutório, Vitória, 2002), Mar de Âncoras – O Comércio Exterior no Espírito Santo (parceria com Renato Pacheco, Vitória, SINDIEX, 2003), Espírito Santo Veredas (Serra, 2010).

Publicações sobre Folclore. Em parceria com Renato Pacheco: Índice do Folclore Capixaba (Vitória, 1994), Dos Comes e Bebes do Espírito Santo (São Paulo, Senac, 1997), Mão e Obra – O Artesanato do Espírito Santo (Rio, SEBRAE- ES, 2001), A Pesca da Manjuba em Manguinhos – pesquisa sobre a pesca de arrasto publicada na obra Reino Conquistado (Vitória, 2003), Torta Capixaba (fotos de Alex Krusemark, 2003), Apresentação da obra em dois volumes Coletânea de Estudos e Registros do Folclore Capixaba  1944-1982, de Guilherme Santos Neves (Vitória, Cultural-ES/Petrobras, 2008), Atlas do Folclore CapixabaAs novas dimensões do folclore capixaba (apreciação introdutória, Vitória, SECULT/SEBRAE, 2009), Breviário do Folclore Capixaba (Vitória, 2010), Caleidoscópio do Folclore Capixaba (vídeo, roteiro e texto em parceria com Pedro J. Nunes, Vitória, 2010). Para o Projeto Memória Viva, da Prefeitura Municipal de Vitória sobre tradições e folclore: Catraieiros da Baía de Vitória (em parceria com Renato Pacheco, Vitória, 1995), Desfiadeiras de Siri da Ilha das Caieiras (em parceria com Renato Pacheco, Vitória, 1996), Procissão de São Benedito em Vitória (texto e pesquisa, Vitória, 1996), Festa de São Pedro na Praia do Suá (em parceria com Renato Pacheco e Léa Brígida Rocha de Alvarenga Rosa, Vitória, 1996), Os Bondes de Vitória (texto, Vitória, 1997). CD-ROM: Singular Plural – Memória Cultural Capixaba (pesquisa e texto, Vitória, Banestes, 1998).

Alguns Outros Trabalhos: Guia das Praias Capixabas – História e Cultura dos municípios litorâneos do Espírito Santo (em parceria com Renato Pacheco, Vitória,ES), Calendário Cultural 1996 para a Prefeitura Municipal de Vitória (pesquisa iconográfica e texto, PMV, Vitória, 1996), Vitória e o Espírito Santo no Final dos Anos 20 (Instituto dos Advogados do Espírito Santo, Vitória, 1987), Origem da Historiografia Capixaba (in Revista de Cultura da UFES, maio/91, n° 2, Vitória, ES), Vasco Fernandes Coutinho (Vitória, 1961), História do Estado do Espírito Santo, de José Teixeira de Oliveira (Introdução crítica para a 3ª edição, Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, Vitória, 2008), Patrimônio Etnográfico: Realidade e Memória na colonização européia em Santa Leopoldina (palestra proferida para a SECULT em Santa Leopoldina em novembro de 2011).

Teatro: Queimados (documento cênico, Vitória, 1977), O Auto do Túmulo de Anchieta  (uma farsa no estilo de Gil Vicente, Vitória, 2007).


Visite o Repertório Literário e outros textos deste autor.



Luiz Serafim Derenzi nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 20 de março de 1898, e faleceu no Rio de Janeiro a 29 de abril de 1977. Formou...


Luiz Serafim Derenzi nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 20 de março de 1898, e faleceu no Rio de Janeiro a 29 de abril de 1977. Formou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Fez parte, quando ainda estudante, da Comissão da Carta Geográfica do Estado do Rio (1919-1921) e, recém-formado, foi diretor de Viação e Obras da Secretaria de Agricultura, Viação, Terras e Obras do Espírito Santo (1921-1924). Entre 1932 e 1934 ocupou a Diretoria de Obras da Prefeitura Municipal de Vitória. Chefiou a construção do Parque Nacional de Foz do Iguaçu, assim como trabalhou na construção de trechos ferroviários no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Mais tarde foi diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Espírito Santo (1953-1955). [Prefácio de Renato Pacheco in Derenzi, Luiz Serafim, Biografia de uma ilha, 2ª ed., Vitória: PMV, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, 1995.]

Além dessas atividades exerceu também a de professor, lecionando Matemática e Física no Curso Sinésio de Faria (Rio, 1918), Colégio Pedro Palácio (Cachoeiro de Itapemirim, 1923), Ginásio São Vicente de Paula (Vitória, 1926), Liceu Muniz Freire (Cachoeiro de Itapemirim, 1934) e Escola Pedro II (Vitória, 1935-1937).

Foi membro da Academia Espírito-santense de Letras e Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, comendador da Ordem da Solidariedade da República Italiana, cidadão teresense, sócio-correspondente do Geographical Institute of the United States of America e membro permanente do Conselho Permanente de Desenvolvimento do Espírito Santo. Recebeu diploma de Honra ao Mérito e medalha da Federação Nacional de Engenheiros.

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Atividades profissionais

– Topógrafo e astrônomo da Comissão da Carta Geográfica do Estado do Rio de Janeiro (1919-1921);
– Membro da Comissão Mista ligada à questão de limites entre os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais;
– Diretor de Obras e Viação da Secretaria de Agricultura, Viação, Terras e Obras do Estado do Espírito Santo (1921-1924);
– Diretor Gerente dos Serviços Reunidos de Cachoeiro de Itapemirim, Força, Água e Esgoto (1924-1925);
– Sócio-diretor da Politti, Derenzi & Cia (1925-1927);
– Diretor de Obras da Prefeitura Municipal de Vitória (1927-1930);
– Escritório de consultoria técnica em Cachoeiro de Itapemirim (1932-1935);
– Diretor de Obras e chefe de Serviço Cadastral da Prefeitura Municipal de Vitória (1935-1938);
– Membro da Comissão de Limites Interestaduais do IBGE (1937);
– Diretor de Engenharia da Prefeitura Municipal de Vitória (1939);
– Escritório de consultoria técnica em Belo Horizonte (1939);
– Engenheiro-chefe das obras do Parque Nacional de Foz do Iguaçu, Paraná, sendo também responsável pelas obras de construção do aeroporto e do Hotel das Cataratas (1940-1944);
– Engenheiro-chefe da Construtora Socimbra, contruiu 40 quilômetros de estrada de ferro com pontes e túneis, em Santa Catarina (Criciúma) e no Paraná (ramal Monte Alegre) (1944-1947);
– Sócio-diretor da Construtora Novil e Comércio e Construções Fredolaport Ltda., construiu 50 quilômetros de estrada de ferro com dois túneis no Estado do Paraná (1947-1964);
– Diretor Geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Espírito Santo (1951-1955), introduziu no Brasil o método de pavimentação — tratamento superficial sobre base estabilizada. Nesse mesmo período foi fiscal do governo na construção da Hidroelétrica Rio Bonito, mais tarde Escelsa;
– Sócio-diretor da Incospal S.A. (1963-1971).


Obras executadas sob sua direção

– Túnel em Siderópolis, Santa Catarina;
– Dois túneis, sendo o maior com 450m no ramal de Monte Alegre, Paraná;
– Túnel de Presidente Castilho com 310m, no Tronco Principal Sul, TPS.1;
– Túnel de Jaguariaiva, com 280m;
– Ponte sobre o rio Doce, com 980m, em Linhares, Espírito Santo;
– Ponte sobre o rio Pequeno, lagoa Juparanã, com 250m, Linhares, Espírito Santo;
– Três pontes municipais em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, com 150m cada uma;
– Ponte rodoviária com 110m na entrada da cidade de Guarapari, Espírito Santo;
– Ponte sobre o rio Itapemirim, Espírito Santo, com 210m;


Publicações de sua autoria

– "Os melhoramentos urgentes de Vitória" (Estudo), Conferência no Rotary Club de Vitória, 1936.
– "Dia da árvore", Conferência no Rotary Club de Vitória, 1936.
– "O Parque Nacional de Foz de Iguaçu", memória publicada na Revista Florestal, n. 1, 1943.
– "O Espírito Santo será o maior pequeno Estado do mundo", separata da Revista Rodoviária, 1954.
– "Impressão sobre arte", aula inaugural da Escola de Belas Artes, 1954.
Biografia de uma ilha. Monografia sobre a ilha de Vitória de 1535 a 1942. Rio de Janeiro: Pongetti, 1965. (2ª edição, Vitória:Prefeitura Municipal de Vitória, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, 1995.)
– "Jerônimo de Souza Monteiro", Conferência pronunciada na Federação das Academias de Letras em 27/06/1970. Revista das Academias de Letras, n. 77.
Os italianos no Estado do Espírito Santo. Rio de Janeiro: Artenova, 1974.
História do Palácio Anchieta. Espírito Santo, Secretaria de Estado de Educação e Cultura.
– Diversos artigos sobre a cidade de Vitória em A Gazeta.



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Consulte verbete Luiz Serafim Derenzi, em PERSONALIDADES

Filho do comerciante de tecidos Hans De Laet, Joannes De Laet nasceu em Antuérpia, entre setembro e dezembro de 1581. Em 1584, a...



Filho do comerciante de tecidos Hans De Laet, Joannes De Laet nasceu em Antuérpia, entre setembro e dezembro de 1581. Em 1584, após a queda de Antuérpia para as tropas espanholas, a família, como dezenas de milhares de protestantes flamengos, fugiu para a Holanda do Norte e se estabeleceu em Amsterdã. Lá, Johannes frequentou a escola Latina. Matriculou-se na Universidade de Leiden, em 1597, onde cursou Teologia e Filosofia. Um dos seus professores foi o grande estudioso e humanista Joseph Justus Scaliger, com quem manteve correspondência até a morte deste último.

Em 1603, concluída a graduação, seu pai o enviou para Londres para ganhar experiência como um comerciante. Lá ele se casou Jacobmijntje van Loor, filha de um comerciante anglo-holandês, voltando para Leiden em 1607, após morte prematura de sua mulher. Casou-se novamente em 7 de maio de 1608 com Maria Boudewijns van Berlicum, em Leiden.

De Laet aumentou sua fortuna investindo em terras e comércio exterior, tornando-se um dos diretores fundadores da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, em 1620, cargo que manteve durante o resto de sua vida. A cidade de Leiden o enviou como um ancião-delegado para o grande Sínodo de Dort (1618-1619).

Em seu tempo de lazer, De Laet dedicava-se aos estudosa, bem abastecido com livros, manuscritos, mapas, globos e pinturas. Publicou amplamente sobre temas que vão desde a história da igreja, até a história do mundo, tendo editado Historia naturalis, de Plínio, e Arquitetura, de Vitruvius, escreveu um relato detalhado do Novo Mundo e compilou um Dicionário Inglês antigo-Latim (inédito), para mencionar apenas uma seleção de suas quarenta publicações.

Entre seus muitos correspondentes estão os antiquários  ingleses William Camden, Sir Henry Spelman, Sir William Boswell, Abraham Wheelock, Sir Simonds D'Ewes, James Usher, Patrick Young, John Morris e o dinamarquês Worm Ole.

Como geógrafo e etnógrafo, escreveu descrições de países como França (1629), Espanha (1629), Bélgica (1630), Turquia (1630) e Portugal (1642).

De Laet manteve uma acirrada polêmica com Hugo Grócio sobre a origem dos povos ameríndios, que Grócio considerava serem descendentes de noruegueses, etíopes e chineses. A polêmica resultou numa troca de opiniões entre os dois estudiosos na década de 1640.

De Laet morreu em dezembro 1649, enquanto em Haia. Ele foi enterrado no Pieterskerk, Leiden, no dia 14, ao lado de Maria Boudewijns, que havia morrido em 1633.

Publicações de sua autoria

História do Novo Mundo - foi publicada em várias edições por Bonaventure & Abraham Elseviers, Leiden. A primeira edição foi impressa em holandês, em 1625, como Nieuwe Wereldt ofte Beschrijvinghe van West-Indien, uit veelerhande Schriften ende Aen-teekeningen van verscheyden Natien; uma segunda edição também em holandês, saiu em 1630, como Beschrijvinghe van West-Indien; a edição em latim, de 1633, preparada por ele mesmo, intitulada Novus Orbis seu descriptionis Indiae Occidentalis Libri XVIII; em 1640 ele publicou uma edição francesa, também com sua própria tradução, como L'Histoire du Nouveau Monde ou description des Indes Occidentales. Cada uma das edições apresentava mapas atualizados.

O Império da Grande Mogul, traduzido por J. S. Hoyland com S. N. Bannerjee. Taraporevela, Bombaim, 1928. Reeditado por Munshiram Manoharlal, Nova Deli, 1975, ISBN 81-7069-041-2.

Persia, 1633.

[In <https://en.wikipedia.org/wiki/Joannes_de_Laet>]

Mais que um amigo, eu o considerava um irmão. Foi meu aluno no Colégio Estadual do Espírito Santo, na década de 50 do século passado. Dep...


Mais que um amigo, eu o considerava um irmão.

Foi meu aluno no Colégio Estadual do Espírito Santo, na década de 50 do século passado. Depois trabalhamos juntos no reitorado de Máximo Borgo, na Universidade Federal do Espírito Santo, ele sub-reitor acadêmico, e eu tendo a meu cargo a sub-reitoria comunitária, isto nos idos de 1970. sempre que aparecia uma fumacinha ameaçando a mata do imponente Mestre Álvaro ele me telefonava lembrando que era obrigação da Comunitária verificar se lá ocorria risco de incêndio. Juntos, com outros amigos, subimos o formoso Monte, símbolo do norte de Vitória, e alvo dos navegantes antigos, para, do alto, verificarmos as belas praias que de lá se avistam, desde Santa Cruz ao norte, até Guarapari, ao sul.

Fizemos (e fomos os únicos que repetimos a dose) o Roteiro do Canaã, e na segunda viagem fomos deliciados com os comentários precisos e bem humorados que Ivantir foi fazendo, aqui e ali, relembrando a primeira viagem.

Ivantir Antonio Borgo nasceu em Castelo, mas viveu sua infância em Araguaia e Domingos Martins. Veio ao mundo em 2 de agosto de 1934, e era filho de D. Margarida Lorenzoni Borgo e do Sr. Anacleto Borgo. Casou-se com Maria de Jesus Oliveira Borgo, a estimada Maje, com quem teve dois filhos, Ricardo, comerciante, e Alexandre, magistrado.

Tendo se formado no curso científico do Colégio Estadual, Ivantir fez o curso de Pedagogia na UFES, especializando-se em História da Educação, cátedra em que se aposentou. Foi membro do Conselho Estadual de Educação, e exerceu diversos cargos administrativos de relevância, na UFES, sempre com elevadíssima competência e consciência profissional. Ultimamente dirigiu o setor de ensino a distância de nossa Universidade, com tanta eficiência que se tornou padrão para as demais universidades brasileiras.

Era um especialista na área de educação dos melhores que temos tido, porém nunca se ouviu de nosso pranteado amigo uma palavra de vaidade ou de jactância sobre seu saber notório. A modéstia era a virtude, entre tantas que distinguiam seu caráter adamantino, que mais chamava a atenção do homem simples e bom que foi Ivantir Antonio Borgo, seguidor do preceito de Pascal de que “se você quer que os outros pensem bem de você, não lhes fale sobre sua pessoa”.

Em tantos anos de convívio, só uma pequena divergência histórica tive com meu amigo que se foi. Dizia respeito, no que tange a seu livro UFES 40 anos, sobre a data de fundação da Universidade. Coisa de somenos, em que, felizmente, chegamos às boas, na tertúlia do Sabalogos do dia 6 de março passado, o que foi testemunhado por diversos companheiros, de vez que me rendi à ponderação de Reinaldo Santos Neves de que o que se alicerçara em 1954 foi o espírito universitário nascente, em nosso Estado, que só fez, em parte pelo esforço de Ivantir, crescer e brilhar nos seguintes 50 anos.

Esta pequenina diferença de ponto de vista, que daqui a 100 anos será coisa de nonada, jamais empanou a força e grandeza de nossa amizade, alicerçada por mais de meio século de admiração que sei mútua, e solidificada pelo sofrimento comum de nossas pedras vesiculares.

O professor Ivantir deixou uma grande obra histórica inacabada: a História da Educação no Espírito Santo, fruto de muitos anos de pesquisa criteriosa e diligente. A meu pedido, ele fez uma síntese para o site que a Secretaria de Estado da Fazenda pretendia instalar em seu edifício-sede, e pelas seis páginas que me foi dado examinar, verifiquei o extraordinário valor do livro em construção. Se possível, em entendimento com a família do ilustre morto, sugiro que o IHGES publique as partes que estiverem em condições de serem editadas.

Na última segunda-feira, dia bonito, a que se seguiu a tempestade tropical de ontem, sentado em banco de madeira, em companhia dos amigos Douglas Puppin, Gastão de Alvarenga Rosa e de nossa prezada presidente, olhando aquelas esculturas mortuárias de bronze e de mármore, símbolos todas da velocidade com que a vida passa, cercado pelas centenas de sepulturas do primeiro plano, nós, que fôramos prestar nossa derradeira homenagem de corpo presente ao grande consócio falecido, fomos obrigados a refletir sobre a morte e seu inescrutável significado. Uma luz brilhante se apagou e, como diz Shakespeare no Hamlet (V: 2), “o resto é silêncio”.

Honremos a memória deste emérito professor, deste educador de gerações que, modestamente como sempre viveu, acaba de nos dizer adeus.

[Necrológio de autoria de Renato Pacheco transcrito da Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, n. 58, dezembro de 2004. Renato Pacheco apresentou este texto na última sessão do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo a que compareceu, quarta-feira, 17 de março de 2004, véspera de seu falecimento.]


Ivan Seibel nasceu no Estado de Espírito Santo, tendo colado grau como médico pela FFFCMPA. Pós-graduado em Urologia – FFFCMPA. Pós-graduado...

Ivan Seibel nasceu no Estado de Espírito Santo, tendo colado grau como médico pela FFFCMPA. Pós-graduado em Urologia – FFFCMPA. Pós-graduado em Gestão de Cooperativas – UNISINOS. Mestre e Doutor em Clínica Médica/Nefrologia – PUCRS. Foi Diretor de Educação da Unimed VTRP. Atualmente é membro da Comissão de Educação da Unimed RS com diversas obras publicadas na área médica e também sobre imigração pomerana.

Obras publicadas:

1. Avaliação Subjetiva da Disfunção Erétil Masculina em Pacientes Urêmicos em Hemodiálise, vol. 1. Venâncio Aires: Traço, Produções Gráficas, 1998.

2. A Educação Cooperativista e a sua implantação na Unimed VTRP, Série: Cooperativismo e Desenvolvimento Urbano. Ano 11, vol. 19. Unisinos. 2000.

3. Educação Cooperativista e Gestão pela Qualidade,(Org.) vol. 1. Cruz do Sul: EDUNISC, 2000.

4. Educação Cooperativa: a implantação na Singular, (Org.) vol. 1. Porto Alegre: WS Editor, 2001.

5. Gestão pela Qualidade: a implantação na Singular, (Org.) vol. 2. Porto Alegre: WS Editor, 2001.

6. Efeito do Citrato de Sildenafil sobre a Disfunção Erétil em Pacientes com Insuficiência Renal Crônica em Hemodiálise, vol. 1. Venâncio Aires: Traço, Produções Gráficas, 2002.

7. Formação Cooperativista – História, estrutura e educação cooperativista no Complexo Unimed, (Org.) vol. 1.. Porto Alegre: WS Editor, 2003.

8. Formação Cooperativista – A Gestão da Singular Unimed, (Org.) vol. 2. Porto Alegre: WS Editor, 2003.

9. Formação Cooperativista – O cooperado e sua Singular Unimed, (Org.) vol. 3. Porto Alegre: WS Editor, 2003.

10. A 10ª Enfermaria: Polêmicas e Benefícios da Educação Médica Informal. vol. 1.. Porto Alegre: WS Editor, 2004.

11. Imigrante, à duras penas. vol. 1. Nova Petrópolis: Editora Amstad, 2007.

12. Imigrante no século do isolamento: 1870-1970. São Leopoldo: Traço Produções Gráficas, 2010.